Dr. Luís Fernando Barone - CARDIOLOGISTA - CRM 83556
Dicas para uma
boa saúde
Correr mais ou menos? Materia publicada na ativo em 03/13, vale a pena ler...
Correr mais ou menos? Conheça a quilometragem ideal para os seus treinos e garanta mais qualidade de vida É um costume de iniciantes e adiantados em corridas, correm 5km, 10km, 15km ou mais por dia, sem critérios. Isto é fácil de decidir? Como se chega ao cálculo destas distâncias? É muito fácil a decisão, porém, “muita gente” não encontra uma matemática adequada e ao final do treino está sempre cansada, com fortes e constantes dores em ligamentos e tendões, além de apresentar fraturas por estresse, frequentemente. Achar uma formula ou uma quantidade de quilômetros para correr, principalmente quando desejamos encarar algum desafio em corridas, nos remete a exageros que nem sempre nos predispõe a eficiência fisiológica. Então, proponho para quem deseja correr muito começar com pouca quilometragem, até por pelo menos 12 meses de iniciado em um programa de corridas. Para determinar o que é pouco e o que pode significar muito ao seu organismo, depende de alguns critérios de vida individual, aliado a qualidade da sua saúde e a qualidade das atividades esportivas em sua vida. Dizer que somente um exame de saúde determinará a quilometragem possível nem sempre é verdadeiro. Correr, apesar de doenças apresentadas pelo seu organismo, pode ser um agravante quando não se permite descanso adequado e necessário ao seu corpo, diante de esforços que impossibilitam suas defesas de agirem. Por partes 1- Condição de vida individual: Quadro de qualidade de vida diária, que deve-se saber antes de treinar com muita determinação. Se você consegue pontuações muito baixas nesta tabela, deve considerar como um forte indício para descansar naquele dia em que está apontando pouca qualidade de vida. Se você é um corredor que marca uma pontuação intermediária, pode praticar quilometragem mais baixa, em torno de 5 a 10 quilômetros por dia, intercalado com um dia de descanso a cada um dia treinado. E se você marca mais pontos por dia, seus treinos poderão atingir até 15 quilômetros dia, dependendo de outros critérios analisados a seguir. 2- Se você quase nunca fica doente, isso pode ser um sinal de que tudo anda bem na sua relação treino X resultado. É apenas um fator que pode ser avaliado dentro do universo de treinar. Se seus exames de saúde (sangue, urina, fezes, e demais específicos), mais a avaliação ergoespirométrica, ou da condição cardiorrespiratória, estão sempre evoluindo para melhor, este pode ser um sinal de que tudo anda muito bem em sua relação treino X vida diária X equilíbrio orgânico. Diante desse equilíbrio pode-se atribuir alguns quilômetros a mais nos dias de treinamento. 3- Se a sua vida esportiva é marcada por muita prática regular, sem ter que se privar do prazer, é um sinal de que sua atividade de corrida estará em harmonia com sua vida diária e a sua saúde direta. Relação entre Histórico Esportivo X Qualidade de Vida X Qualidade das respostas fisiológicas em relação aos Resultados de Exames de saúde. Produto final para a sua decisão Se seu histórico de prática esportiva perdura vários anos de atividades moderada a intensa, em uma ou mais modalidade esportiva, isso será um sinal de que pode ingressar na atividade de corrida, com um aval para se adaptar melhor a esta exigência esportiva. Pontuando mais no quadro da qualidade de vida, será a certeza de que poderá correr mais quilômetros e em menos tempo para descanso. Se a sua saúde não lhe impõe altos preços para manter-se correndo, ou seja, não ficar sempre doente, não sentir o corpo dolorido, não apresentar sinais de estresse intenso, este pode ser um resultado que mais devemos aguardar nesta maratona de se condicionar fisicamente para a corrida. Medidas que justificam o resultado para uma corrida saudável, depois uma corrida mais intensa e por fim, uma corrida de altos rendimentos. Adaptar-se em caminhada (15 a 30 minutos diários); Adaptar-se em corrida e caminhada (30 a 60 minutos diários); Adaptar-se em Corrida regular e frequente (40 a 60 minutos diários); Adaptar-se em corridas de alto rendimento (depende dos seus objetivos de provas, não menos de 60 minutos diários). Boa sorte!
Correr em ritmo moderado aumenta expectativa de vida em até 6 anos
November 3, 2012 | Em: Fitness Gostaria de viver mais? Comece a correr! De acordo com o estudo Copenhagen City Heart, apresentado no Congresso EuroPRevent2012, realizado na cidade de Dublin, na Irlanda, correr regularmente aumenta a expectativa de vida em 6,2 anos nos homens e 5,6 anos nas mulheres. O estudo, coordenado pelo Dr. Peter Schnohr, ainda, traz a boa notícia de que não é necessário fazer muito para colher os benefícios. Os resultados mostraram que entre 1 hora e 2 horas e meia de corrida por semana em um ritmo “lento ou médio” oferece os melhores benefícios para a longevidade. O estudo avaliou cerca de 20.000 homens e mulheres com idade entre 20 a 93 anos. O interesse sobre os benefícios da corrida começou nos anos 70, depois que alguns homens de meia idade morreram enquanto praticavam corrida, explicou o Dr. Schnohr. Neste sentido, no estudo, que começou em 1976, todos os participantes foram convidados a responder perguntas sobre a quantidade de tempo que passavam correndo a cada semana, e em que ritmo (lento, médio e rápido), o faziam. A coleta dos dados ocorreu em quatro oportunidades, a primeira 1976 a 1978, a segunda de 1981 a 1983, a terceira de 1991 a 1994, e a quarta de 2001-2003. Os resultados mostraram que o risco de morte para os corredores foi reduzido em 44% em ambos os sexos. Além disso, uma análise adicional que comparou a quantidade de exercício realizada pelos corredores em relação à mortalidade, mostrou que entre uma hora e duas horas e meia por semana, realizadas ao longo de duas a três sessões, oferece os melhores benefícios, especialmente quando realizado em um ritmo lento ou médio. “A relação parece muito com o consumo de álcool. A mortalidade é menor em pessoas que relataram fazer corrida de modo moderado, do que em não-corredores ou aqueles que realizam os níveis extremos de exercício”, disse Schnohr. O ritmo ideal de corrida é aquele em que você se sente um pouco sem fôlego, mas não muito. De acordo com os resultados de nossa pesquisa podemos responder definitivamente a questão se correr é bom ou não para a sua saúde, avalia Schnohr. O pesquisador explica que a corrida proporciona múltiplos benefícios à saúde, pois melhora a absorção de oxigênio, aumenta a sensibilidade à insulina, melhora o perfil lipídico (elevação de HDL e redução de triglicerídeos), reduz a pressão arterial, reduz a agregação plaquetária, aumenta a atividade fibrinolítica, melhora a função cardíaca, a densidade óssea, a função imunológica, reduz marcadores de inflamação, previne a obesidade, e melhora a função psicológica.
Colesterol causa doença
Colesterol é um álcool policíclico de cadeia longa, usualmente considerado um esteroide, encontrado nas membranas celulares e transportado no plasma sanguíneo de todos os animais. É um componente essencial das membranas celulares dos mamíferos. O colesterol é o principal esterol sintetizado pelos animais, mas pequenas quantidades são também sintetizadas por outros eucariotas, como plantas e fungos. Não existe colesterol em nenhum produto de origem vegetal. Plantas apresentam um produto similar chamado de estigmaesterol, que não é absorvido pelo corpo humano. A maior parte do colesterol presente no corpo é sintetizada pelo próprio organismo, sendo apenas uma pequena parte adquirida pela dieta. Portanto, ao contrário de como se pensava antigamente, o nível de colesterol no sangue não aumenta se não ingerido quantidades adicionais de colesterol através da dieta (a menos, claro, que haja um distúrbio genético). O colesterol é mais abundante nos tecidos que mais sintetizam ou têm membranas densamente agrupadas em maior número, como o fígado, medula espinhal, cérebro e placas ateromatosas (nas artérias). O colesterol tem um papel central em muitos processos bioquímicos, mas é mais conhecido pela associação existente entre doenças cardiovasculares e as diversas lipoproteínas que o transportam, e os altos níveis de colesterol no sangue (hipercolesterolemia). O colesterol é insolúvel em água e, consequentemente, insolúvel no sangue. Para ser transportado através da corrente sanguínea ele liga-se a diversos tipos de lipoproteínas, partículas esféricas que tem sua superfície exterior composta principalmente por proteínas hidrossolúveis. Existem vários tipos de lipoproteínas, e elas são classificadas de acordo com a sua densidade. As duas principais lipoproteínas usadas para diagnóstico dos níveis de colesterol são: lipoproteínas de baixa densidade (Low Density Lipoproteins ou LDL): acredita-se que são a classe maléfica ao ser humano, por serem capazes de transportar o colesterol do fígado até as células de vários outros tecidos. Nos últimos anos, o termo (de certa forma impreciso) "colesterol ruim" ou "colesterol mau" tem sido usado para referir ao LDL que, de acordo com a hipótese de Rudolf Virchow, acredita-se ter ações danosas (formação de placas ateroscleróticas nos vasos sanguíneos). lipoproteínas de alta densidade (High Density Lipoproteins ou HDL): acredita-se que são capazes de absorver os cristais de colesterol, que começam a ser depositados nas paredes arteriais/veias (retardando o processo arterosclerótico). Tem sido usado o termo "colesterol bom" para referir ao HDL, que se acredita que tem ações benéficas.
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